quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

pitaco e ADHEMAR FERREIRA DA SILVA

Um excelente ano de 2011 pra quem lê o Blog!

O ano promete com Mundial Paraolímpico, Jogos Militares, Pan de Guadalajara e Mundial da Coreia do Sul. O dia 12/01/2011 tem dois destaques que empolgam este jornalista para retomar as ações no Blog especializado em Atletismo no nosso bravo país. Os saltos presentes nas duas notas:

Em entrevista hoje, Yelena Isinbaeva (como não falo russo, vou tentar padronizar assim em 2011) confirmou seu retorno em fevereiro de 2011, no Winter Meeting de Moscou em 6 de fevereiro e como previsto, em 6 de março, ela será uma das atrações do Meeting Estrelas do Salto, organizado por Sergei Bubka. Destaque para a frase "Estou muito emocionada, motivada, em forma e feliz com minha condição. Meu treinador, Vitaliy Petrov, e eu trabalhamos muito, portanto estou muito contente."

Na linha acima, citei dois monstros sagrados do esporte mas este post é especial dedicado a segunda nota do dia, que marca os 10 anos da morte do MAIOR ATLETA DE SALTO BRASILEIRO: Adhemar Ferreira da Silva, paulistano, triplista, o único atleta brasileiro dono de duas medalhas de ouro consecutivas em Olimpíadas, Helsinque-1952 e Melbourne-1956.

Adhemar é dono de diversos feitos, inclusive um inusitado: ele é o pai da volta olímpica, sabia? A confirmação está neste trecho de vídeo extraído de uma edição antiga do Globo Esporte. Outro feito interessante? Ele foi o primeiro homem a ultrapassar a até então impensável marca dos 16 metros no salto triplo e sucessivas quebras de recordes. Para completar, sabe aquelas duas estrelas douradas no escudo do São Paulo? São pelo bicampeonato olímpico do saltador, detalhe quem em 1956, ele era atleta do Vasco.

Adhemar (29/06/1927 - 12/01/2001) é bicampeão olímpico, tricampeão panamericano, pentacampeão sul-americano e conquistou mais de 40 títulos nacionais e internacionais ao longo de sua carreira. Formado em quatro profissões (belas-artes, educação física, direito e relações públicas), além de jornalista profissional, ele era capaz de se expressar em sete idiomas estrangeiros: inglês, espanhol, italiano, francês, alemão, finlandês e japonês.

Adhemar também atuou como ator e foi retratado na biografia "Herói por Nós: Adhemar Ferreira da Silva, o Ouro Negro Brasileiro" de Tania Mara Siviero (livro ainda a venda e que terei prazer de ler qualquer dia desses). Filho de uma cozinheira e um ferroviário, Adhemar faleceu aos 73 anos, vítima de um ataque cardíaco e foi precursor da brilhante linhagem de triplitas brasileiros que teve ainda Nelson Prudêncio e João do Pulo.

Viva Adhemar Ferreira da Silva! Viva o esporte brasileiro!

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